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02 ABR
2020
Adiamento das Olimpíadas causa prejuízo bilionário

Entenda o porquê o Japão e o COI (Comitê Olímpico Internacional), protelaram o máximo para adiar as Olimpíadas de 2020.

Em nenhum momento foi pensado na saúde dos atletas ou no atual momento do planeta. O tempo todo foi pensado e analisado o rombo bilionário que um cancelamento ou adiamento poderiam causar ao Japão.

Vamos entender em números o porquê esse adiamento demorou tanto.



Com o adiamento os investimentos para a realização da Olimpíada foram fortemente impactados, como consequência, o orçamento de todos os Jogos terá de ser revisto. O contrato com algumas sedes esportivas também passará por uma renegociação.

Outro ponto importante é a questão dos ingressos e a devolução do dinheiro para quem não puder ir aos Jogos em 2021.

Antes da medida ser tomada, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 eram tidos como os mais lucrativos da história. A previsão é de que haja um impacto negativo no PIB (Produto Interno Bruto) do Japão: uma baixa de 1,4%.



Somente em contratos com patrocinadores, por exemplo, o Japão arrecadou US$ 3,1 bilhões (R$ 15,5 bilhões), ao estabelecer parcerias com 65 empresas. Esse valor corresponde a três vezes mais que o recorde anterior, que era de Londres 2012. Porém, agora, o orçamento terá de ser revisto, assim como o contrato com algumas das sedes esportivas.

A expectativa era de arrecadar US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões, na cotação atual) com a venda dos ingressos para as competições. O sucesso dos Jogos do Japão pode ser comparado com a comercialização das entradas no Rio 2016, que chegaram ao total de R$ 1,2 bilhão.

Até o momento, os Jogos Olímpicos do Japão já tinham consumido US$ 18,2 bilhões (R$ 91 bilhões). Deste total, US$ 5,6 bilhões (R$ 28 bilhões) foram usados pelo Comitê Organizador e US$ 12,6 bilhões (R$ 63 bilhões) aplicados nas obras de infraestrutura e construção das instalações esportivas.



Com o adiamento da Olimpíada para 2021, o Japão começará a contabilizar os prejuízos. Em um primeiro momento, a principal baixa é referente ao turismo, que foi apontado por especialistas da empresa de serviços financeiros e que patrocina as Olimpíadas de Tóquio, a Nomura Holdings.

Sem a realização dos Jogos na data prevista, o Japão deixa de arrecadar US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões) somente com receitas previstas para gastos estrangeiros. O Japão estimou que 600 mil turistas estariam no país durante a realização das Olimpíadas.

O cancelamento da Olimpíada significaria um rombo de US$ 66 bilhões (R$ 330 bilhões), o equivalente a 1,4% do PIB do Japão. Para sediar os Jogos Olímpicos, o Japão construiu oito instalações permanentes, dez temporárias, além de ter reformado outras 25, como o Estádio Olímpico e o Ginásio Nacional de Yoyog, que foram utilizados em 1964, na primeira vez em que as Olimpíadas foram realizadas no país.

Em toda a história das edições na era moderna (a partir de 1896), os Jogos Olímpicos foram cancelados três vezes, todas por conta de guerras:

1916 (primeira guerra mundial);

1940 e 1944 (as duas edições pela segunda guerra mundial).

Agora você consegue entender que se a pandemia do covide-19 continuar e o Japão precisar cancelar os jogos Olímpicos o prejuízo financeiro pode ultrapassar US$ 66 bilhões.

Somente com o adiamento os prejuízos já contabilizam US$ 2,2 bilhões.

A conclusão é uma só, os jogos Olímpicos viraram uma empresa muito lucrativa que não pode parar, pois senão os lucros não serão divididos.

Claudio Diniz

CEO da Maison du Luxe, autor dos livros: O Mercado do Luxo no Brasil: Tendências e Oportunidades, editora Seoman, The Luxury Market in Brazil, editora Palgrave Macmillan, coordenador da Comissão de Luxo da Câmara de Comércio França Brasil, Membro Consultor da Comissão de Direito da Moda da OAB, professor de marketing de luxo em algumas instituições de ensino no Brasil. Embaixador de Turismo do Rio de Janeiro, titulo concedido pela Fundação Cesgranrio.


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Claudio Diniz
CEO da Maison du Luxe, autor dos livros: O Mercado do Luxo no Brasil: Tendências e Oportunidades, editora Seoman, The Luxury Market in Brazil, editora Palgrave Macmillan, coordenador da Comissão de Luxo da Câmara de Comércio França Brasil, Coordenador do curso de imersão em Gestão do Luxo no ISC Business School em Paris, Membro Consultor da Comissão de Direito da Moda da OAB, professor de marketing de luxo em algumas instituições de ensino no Brasil. Foi condecorado em 2013, pela Câmara municipal de São Paulo com a medalha Dom Pedro I de honra ao mérito. Vários artigos e entrevistas publicados em jornais e revistas, além de participação em programas de rádio e TV. Embaixador do Rio de Janeiro, titulo concedido pela Fundação Cesgranrio e pela Associação de Embaixadores do Rio de Janeiro.
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